domingo, 25 de julho de 2010

Novos e bons amigos

Amigos são coisa relativamente nova pra mim. Ou talvez o (meu novo) conceito de amigo seja novidade pra mim. Explico: sempre fui bem sucedida em meus relacionamentos amorosos. Vivi amores gordos, amores bons, que carrego aqui dentro e me alimentam até hoje, mas, inversamente, me senti a vida toda mal-sucedida nessa coisa da amizade. De amor bem vivido eu sei. De amigo... humm, digamos que é terreno arenoso, provavelmente por deficiência minha.
Passei a vida me compensando com a máxima de que como não se pode ter tudo, tive bons amores e menos amigos. Aceitei o não-acordo e assim vivi e assim tem sido, mas faltava encher aquele espacinho que, aprendo agora, é um espação!
A minha AMIGA Naná é um sucesso nesse quesito. Tem amigos e mais amigos, mas não tem outras coisas... voltando à teoria do não se pode ter tudo...
Ontem fui à uma festa celebrar os 50 anos de um NOVO GRANDE AMIGO, o Luciano Pacheco. Aquele que seria, a princípio, só um ótimo vizinho, tornou-se um amigo, e que amigo! Ele e toda a sua família excepcional!
No seu discurso (ele adora e nasceu pra coisa!) celebrou suas novas amizades e a bela surpresa de poder, à essa altura, fazer novos e bons amigos!
O discurso me calou fundo! Também eu tenho me sentindo alimentada desse privilégio.
Morando há apenas 3 anos nesse novo lugar, fiz amigos de uma vida inteirinha... e ontem, durante o discurso do meu novo e adorado amigo, pensei que, contrariando o senso comum (talvez seja o meu senso), a amizade não precisa de muito pra acontecer, ela nasce em um afeto e o afeto acontece em um único gesto, numa palavra, num click...
Meus novos e bons amigos são assim, aconteceram rapidinho, sem muita estoria ou pré-requisito, sem muita necessidade de ser, eles simplesmente aconteceram e isso é o bonito e o transformador de tudo pra mim.
Talvez esse meu novo senso me tenha permitido esperar menos, me abrir mais. Abandonar um conceito idealizado e encarar o possível, o factível.
Amadurecer é uma experiência incrível, poderosa, especialmente quando a gente se percebe dando o passo pro nível seguinte.
Hoje exijo menos.
Um olhar mais generoso talvez seja o maior prêmio dessa caminhada, um olhar mais generoso pro outro, mas especialmente com a gente mesmo... esse é o mais difícil.

Um comentário:

  1. Jac, me identifiquei completamente com seu post. Eu estou vivendo um grande amor há vários anos e sei que tenho ao meu lado a pessoa que vai estar comigo por toda a vida. Sempre tive sorte nesse departamento, mas tenho poucos amigos... talvez com o tempo eu aprenda a fazer amizades como vc está aprendendo...

    Grande abraço!

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